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Hemisfério

Francisco Areosa: Uma Aventura e a vida em Bali

02.06.20 | Hemisfério

Provavelmente, muitos de vocês cresceram a ver “Uma Aventura”. Um grupo de cinco amigos que se aventuravam pelo país fora. Nem sempre tudo corria bem, mas a amizade sobrepunha-se aos medos e sarilhos. Tanto dentro como fora do ecrã.

Falámos com o Francisco Areosa, que interpretava Chico, para percebermos o seu percurso pela série e o rumo que a sua vida levou a partir daí. Atualmente, encontra-se a viver e a trabalhar em Bali (Indonésia).

 

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Fonte: n-tv

 

Antes de fazer o casting na SIC, Francisco já tinha participado num telefilme, “Cavaleiros de água doce”. Por isso, a série não foi o seu primeiro trabalho na área.

Não conhecia nenhum dos outros atores que constituíam o elenco de “Uma Aventura”. Contudo, desde cedo criou uma relação muito especial com todos. Principalmente com Pedro Nolasco, que interpretava Pedro. “Hoje em dia, continuamos muito próximos e eu sou padrinho do filho dele”, refere Francisco.

 

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As temporadas em que participou foram gravadas durante quatro anos. Dessa altura, sente saudades “de ir à aventura; de estar fora; de conhecer novos sítios, novas histórias” e do privilégio de contracenar com muitos atores que sempre admirou.

A passagem do tempo faz com que seja difícil recordar-se de um episódio que lhe tenha dado mais gozo gravar. Mesmo assim, consegue destacar-nos um. “Ena, já foi há tanto tempo… Acho que todos tinham o seu encanto, mas talvez o “Caminho do Javali”. Porquê? Por ser desafiante.”

Hoje guarda com carinho as recordações daqueles quatro anos. “Ui, nem sei onde começar. Há tantas histórias e momentos únicos, que marcaram todas as aventuras. O que posso dizer é que nós (elenco) e a equipa estávamos sempre em grandes aventuras por todo o país. Literalmente, eramos como uma grande família que ia de terra em terra gravar estas aventuras. Lembro-me de que uma vez numa aldeia todas as pessoas participaram.  Foi uma grande emoção ter todos envolvidos.”

 

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Chico e Francisco Areosa tinham mais em comum do que apenas o nome. “Eu sempre fui destemido e sempre tive uma grande vontade de ser o primeiro, de proteger. Sempre tive o desporto presente na minha vida. Acho que o Chico tinha isso tudo e muito mais.”

As gravações eram feitas quando não havia aulas. “O que quer dizer que não tive férias de Natal, de Páscoa e de verão por muito tempo. Mas valeu a pena”, explica Francisco.

A passagem pela série ajudou-o a perceber que rumo queria seguir para a sua vida. “Decidi que queria ser ator. Estudei com vários mestres de teatro, cinema e televisão. Até vir para Bali, sempre tive envolvido ou ligado a um grupo de teatro que me ia dando mais e mais formação. Também fiz muitas curtas para jovens realizadores, que me ajudaram a crescer como ator”.

 

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Entretanto surgiu o começo de um novo episódio, a vida na Indonésia. “Bom, já contei esta história milhares de vezes aos meus guests, mas nunca por escrito a ninguém. Basicamente, tive um “mau” ano de vida em Portugal, em 2015, e decidi que queria explorar um bocado mais as minhas capacidades. Conheci uma pessoa (romance de verão) que me levou a embarcar nesta aventura. O plano era ir para Bali por um ano, tornar-me professor de surf e ir para a Austrália trabalhar. Acabei por ficar e já lá vão quase cinco anos. Não tinha muitos planos, mas acho que a vida é mesmo assim.”

O dinheiro que tinha levado permitiu-lhe viver 6 meses como surfista. Ainda teve a sorte de receber o pagamento da reposição de um anúncio televisivo. “O meu primeiro trabalho em Bali foi abrir um Hotel, e fiquei gerente do mesmo por 4 anos (BoHo). No hotel literalmente ao lado (Sal Secret Spot) estava a trabalhar o Tiago Mariz que se tornou o meu melhor amigo e mais tarde sócio.”

 

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Agora divide-se entre o Village Bali (um boutique hotel ao pé da praia, aberto há quatro meses) e a Villa Gula Bali (uma villa, casa, com 4 quartos).

Os próximos objetivos pessoais passam por “criar uma família, voltar a representar, tirar o curso de piloto e viajar mais”. Para além disso, tenciona regressar mais vezes a Portugal.

 

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            Por último, o Francisco deixou alguns conselhos para que tenciona iniciar um novo episódio semelhante ao seu: “ir com algum conhecimento para onde vai, e com algum dinheiro para saber primeiro como é viver lá e não ser turista”.

Por Catarina Silva